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Voltamos!

Nessa segunda (16), depois de uma semana de vivência em acampamentos e assentamentos rurais do MST e do MPA, no Rio Grande do Sul, voltamos para a terceira e última etapa do VI EIV-RS.

Depois dos espaços de socialização da vivência, espaços em que os/as estagiários/as partilham a experiência vivida, retomamos os momentos de estudo em plenária. Mas antes vamos mostrar como a juventude começa o dia no EIV:

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VI EIV, segunda (9): Partida

É tempo de partir para a vivência!

Terminou a 1ª etapa do VI EIV – RS, etapa de formação e de preparação para as vivências. Nossos/as estagiários/as partiram nessa segunda (9) para as suas vivências em acampamentos, assentamentos, cooperativas – do MPA e do MST – em várias regiões do estado (RS).

No dia 16, voltamos para Santa Cruz do Sul, para o Centro de Formação do MPA, para dar início à 3ª e última etapa do VI EIV.

Até já para as/os nossas/os companheiras/os estagiárias/os!

Momento da despedida, vendo o sol nascer:

“Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer”

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VI EIV, domingo (8): Via Campesina

Domingo foi dia de conhecer a Via Campesina, movimento internacional de camponeses. São 164 organizações em 70 países e cerca de 200 milhões de pessoas. Como surge o movimento? Que necessidades motivam a criação de um movimento internacional? A Via Campesina está lutando por quê? E muitos outros questionamentos que preencheram o dia de hoje.

Aqui fica o link do vídeo que fechou nosso momento de estudo: Rompendo o SilêncioUm resgate da luta de 8 de março de 2006, protagonizada pelas mulheres ligadas ao MST e à Via Campesina que ocuparam a fazenda da Aracruz Celulose no Rio Grande do Sul.

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Somos Latinoamérica!

Soy… Soy lo que dejaron
Soy toda la sobra de lo que se robaron
Un pueblo escondido en la cima
Mi piel es de cuero, por eso aguanta cualquier clima
Soy una fábrica de humo
Mano de obra campesina para tu consumo
Frente de frío en el medio del verano
El amor en los tiempos del cólera, mi hermano!
Soy el sol que nace y el día que muere
Con los mejores atardeceres
Soy el desarrollo en carne viva
Un discurso político sin saliva
Las caras más bonitas que he conocido
Soy la fotografía de un desaparecido
La sangre dentro de tus venas
Soy un pedazo de tierra que vale la pena
Una canasta con frijoles, soy Maradona contra Inglaterra
Anotándote dos goles
Soy lo que sostiene mi bandera
La espina dorsal del planeta, es mi cordillera
Soy lo que me enseñó mi padre
El que no quiere a su patría, no quiere a su madre
Soy américa Latina, un pueblo sin piernas, pero que camina
Oye!

Tú no puedes comprar el viento
Tú no puedes comprar el sol
Tú no puedes comprar la lluvia
Tú no puedes comprar el calor

Tú no puedes comprar las nubes
Tú no puedes comprar los colores
Tú no puedes comprar mi alegría
Tú no puedes comprar mis dolores

Tengo los lagos, tengo los ríos
Tengo mis dientes pa’ cuando me sonrio
La nieve que maquilla mis montañas
Tengo el sol que me seca y la lluvia que me baña
Un desierto embriagado con peyote
Un trago de pulque para cantar con los coyotes
Todo lo que necesito, tengo a mis pulmones respirando azul clarito
La altura que sofoca,
Soy las muelas de mi boca, mascando coca
El otoño con sus hojas desmayadas
Los versos escritos bajo la noches estrellada
Una viña repleta de uvas
Un cañaveral bajo el sol en Cuba
Soy el mar Caribe que vigila las casitas
Haciendo rituales de agua bendita
El viento que peina mi cabellos
Soy, todos los santos que cuelgan de mi cuello
El jugo de mi lucha no es artificial
Porque el abono de mi tierra es natural

Trabajo bruto, pero con orgullo
Aquí se comparte, lo mío es tuyo
Este pueblo no se ahoga con marullo
Y se derrumba yo lo reconstruyo
Tampoco pestañeo cuando te miro
Para que te recuerde de mi apellido
La operación Condor invadiendo mi nido
Perdono pero nunca olvido
Oye!

Vamos caminando
Aquí se respira lucha
Vamos caminando
Yo canto porque se escucha
Vamos dibujando el camino
(Vozes de um só coração)
Vamos caminando
Aquí estamos de pie
Que viva la américa!
No puedes comprar mi vida

(Calle 13- Latinoamérica)

No EIV, a gente se inspira e cria. E com nossos companheiros argentinos não esquecemos as Malvinas:

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VI EIV, sábado (7): Opressões

Alvorada às 6h40 da manhã.

Dinâmicas de grupo, alongamentos, massagens para garantir a boa disposição no quarto dia de EIV.

Estamos prontxs para falar sobre opressões. Para refletir nossas práticas, para pensar: o que nos oprime? que tipo de opressões, estereótipos, preconceitos reproduzimos?

Se a sociedade é a árvore e nós o fruto e se as raízes dessa árvore são todas as formas de oprimir e de ser oprimidx, então vamos juntxs pensar o nosso papel na sociedade, arrancar as raízes e plantar a transformação.

“Utopia […] ella está en el horizonte. Me acerco dos pasos, ella se aleja dos pasos. Camino diez pasos y el horizonte se corre diez pasos más allá. Por mucho que yo camine, nunca la alcanzaré. Para que sirve la utopia? Para eso sirve: para caminar”

(Eduardo Galeano)

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VI EIV, sexta-feira (6): Questão Agrária

No terceiro dia do VI EIV-RS, recebemos João Pedro Stédile do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para um momento de estudo sobre Questão Agrária. Classes sociais no campo, organização do uso, posse e propriedade da terra, organização da sociedade para a produção de bens necessários… e a mística, sempre.

Terra…

“Terra é mais do que terra, é canteiro, é ventre onde mãos calejadas semeiam a sementesonhando com os frutos que alimentam os seus filhos e a todos os filhos da nossa nação. Terra é orvalho, é chuva, é paixão, é lua, é sol, é suor, é fartura, é cultura, é oração de quem nela trabalha e festeja, de quem nela virou coração.”

(Zé Pinto)

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VI EIV, quinta-feira (5): Economia Política

No primeiro momento de estudo do IV EIV-RS, nessa quinta (5), com Vanderlei Thies: um banho de realidade com Economia Política, procurando a resposta à pergunta: como o rico fica/ficou rico? O mote para a nossa primeira plenária foi um poema de Bertolt Brech, que agora publicamos junto com algumas imagens do nosso dia.

“Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem a ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo
quem os levantou?
Sobra quem triunfaram os césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para os seus habitantes?
Mesmo na legendaria Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritavam pelos seus escravos?
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses.
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua Armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem, venceu alem dele?
Uma vitória em cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as suas despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.”

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